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ESCALA DE VALORES

02.06.2010 | Categoria:

Objetivos:
Colocar o adolescente em contato com seus próprios valores, levando-o a refletir
sobre o que ele considera mais importante em sua vida.

Material:

Papel manilha ou quadro negro; caneta hidrográfica ou giz; papel-ofício,
canetas ou lápis.

Como Fazer:

1 - Escrever no papel manilha ou no quadro negro, com letras grandes
(de maneira que todos possam ler) algumas frases que expressem uma
atitude diante da vida ou um valor. Ex.:
- Para ir a uma festa Carlos não hesitou em gastar as economias que tinha
para comprar uma calça nova. (valor subtendido – a importância do Ter)
- Stefane ofereceu-se para cuidar da irmã caçula para sua mãe ir ao supermercado,
mesmo tendo que adiar o encontro com o namorado. (valor subtendido – solidariedade,
o que é mais importante para todos).
Podem ser frases mais diretas e objetivas. Com valores explícitos e não subtendidos.
Estabeleça o que é mais importante:
- Ir a uma festa
- Sair com o(a) namorado(a)
- Cuidar da irmã caçula (ou irmão)
- Almoçar em família
- Ir visitar parentes
- Sair com amigos
- Estudar para uma prova
- Ter o CD mais recente do grupo do momento
- Ir ao ponto de encontro dos amigos
- Fazer o trabalho de escola
2 - Distribua as folhas de papel-ofício entre os participantes e peça que eles a
dobrem ao meio, de maneira que eles terão um lado direito e outro esquerdo.
3 - Peça que leiam com atenção as frases escritas pelo facilitador.
4 - Em seguida, que escrevam do lado direito da folha, em ordem de importância
as atitudes que fazem parte da sua maneira de agir no cotidiano.
5 - Assim o participante deverá colocar em primeiro lugar o que para ele é o valor
mais importante de todos e assim sucessivamente, até que tenha escolhido pelo
menos cinco valores.
6 - Após todos terem terminado, o facilitador pede que, do lado esquerdo da folha,
o participante escreva: quando eu era criança, para mim as coisas mais importantes eram…
7 - Depois peça que ele leia as frases comparando, estabelecendo a diferença entre a escala
de valores que tem hoje e a que tinha quando era criança.
8 - Em seguida o facilitador pede aos participantes que discutam com seus colegas mais
próximos sua lista de valores atuais (lado direito da folha).
9 - Todos os participantes devem discutir, em pequenos grupos, sua ordenação de valores,
estabelecendo a comparação com a dos colegas.
10 - Depois todos devem voltar para o grupão onde o facilitador coordenará a
discussão definindo:
- A escala de valores do grupo (através da verificação de quais valores aparecem
mais em primeiro lugar, em segundo etc.).
- A escala de valores de quando eram crianças.
- A diferença entre uma escala e outra.
- Que tipo de sociedade e vida em grupos os valores apresentados tendem a construir.

Comentários:
1 -
É uma oportunidade para os adolescentes se perceberem enquanto uma pessoa em
mudança, com questionamentos sobre os valores que tinham em sua infância, uma vez
que, geralmente, os valores da infância refletem o comportamento que os pais esperavam
deles.
2 - É possível que se encontre uma verdadeira inversão de valores entre a infância e o
momento atual.
3 - É importante que nestes casos o facilitador, sem criticar, aponte a necessidade que o
adolescente tem de contestação, sua busca permanente de auto-afirmação e diferenciação
da família ou dos pais.
4 - É importante que seja aplicada em um grupo que já tenha alguma convivência entre si
e com o facilitador.
5 - O facilitador tem que ter segurança da sua capacidade de interferência no grupo caso
haja uma tendência de conflito entre os participantes (se sentirem pessoas vazias, superficiais
etc., por causa dos valores que descobrem ter).


Artigo imprimido de: Paróquia São Vicente Ferrer
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